domingo, 26 de dezembro de 2010

um ano bom: parte um





Começando pelo avesso. É essa a minha história.

Esse foi um ano bom. É, foi.
Ano de mudanças na forma de observar o mundo, ano de mudanças na forma de olhar pra mim mesma. Um ano de estonteantes labirintos com os quais me deparei, dia após dia, encontro após encontro, desencanto após desencanto...
Foi aquele ano em que digeri [ainda que de forma artificial] todos os acontecimentos do ano passado, o ano ruim. O pior ano dessa existência.
Pra lembrar desse ano, o bom, resolvi repensá-lo de trás pra frente,pelo avesso, a partir do que está mais próximo, mais latente, com o que estou mais envolvida.
Esse é o ano em que eu termino dizendo: Foi foda! Foi necessário! Foi encantador! Foi uma puta duma lição de tantas coisas. Tantas.
Eu termino esse ano feliz com o que tenho produzido, com o que tenho aprendido, com o que meu trabalho, que é novidadeiro, tem me apresentado. Claro que questionando sua relevância, o quanto de excelência, ideologia, conceito e poder de transformação ele tem. Não seria eu mesma, se não questionasse  dia-a-dia as próprias escolhas. Preciso questioná-las. É minha forma de sobrevida, é minha forma de resistência ao marasmo e à vida mediana. Check!
Termino esse ano contente por ter conseguido abrir mão de tudo que não era honesto comigo, não era honesto com outrem, não era honesto com crenças, valores e autoregimentações. Contente porque pude, finalmente, dizer que precisava ser minha para me entregar novamente a amores, novos, surpreendentes. Contente porque o "fechada pra balanço" foi sincero, está sendo e tenho me libertado de fantasmas bem perigosos. Check!
Termino o ano com o coração cheio de novos afetos [oh, e como são importantes pra mim], de amigos que me abraçaram com alma, sem julgamentos, sem interferências, apenas com a gentileza de suas presenças. E a esses, ah, a esses eu dedico a maior parte dos meus sorrisos diários, a maior parte do brilho que meus olhos refletem. Check!
Termino o ano orgulhosa de afastar da minha vida ervas daninhas, sem odiá-las, sem rancores, mas sem deixá-las, novamente, fixar raízes. Nossa, como isso é importante! Check!

[sem a garantia de que terá uma parte dois]


sexta-feira, 29 de outubro de 2010

No mais...







"A prova de que estou recuperando a saúde mental, é que estou cada minuto mais permissiva: eu me permito mais liberdade e mais experiências. E aceito o acaso. Anseio pelo que ainda não experimentei. Maior espaço psíquico. Estou felizmente mais doida."

(Clarice Lispector)

quinta-feira, 14 de outubro de 2010



“Não tente provocar em mim questionamentos que não trago no momento. Não estou vivendo perigosamente. Troque o perigosamente por intensamente, inconsequentemente, apaixonadamente. Não há perigo.
Perigoso é a gente se aprisionar no que nos ensinaram como certo e nunca mais se libertar, correndo o risco de não saber mais viver sem um manual de instruções…”
trecho de “Divã” - Martha Medeiros

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Viver é eterno... Perdoar também!!





Somos muito parecidos, de jeitos inteiramente diferentes: somos espantosamente parecidos.
E eu acho que é por isso que te escrevo, para cuidar de ti, para cuidar de mim - para não querer, violentamente não querer de maneira alguma ficar na sua memória, seu coração, sua cabeça, como uma sombra escura.
Perdoe a minha precariedade e as minhas tentativas inábeis, desajeitadas, de segurar a maçã no escuro. Me queira bem...

terça-feira, 12 de outubro de 2010

A gente se acostuma... mas não devia!



Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Hoje.


Sinto-me como o mar calmo e transparente, muito bem e em Paz comigo mesma.
Sei que este estado vai mudar, mas agora só me apetece estar assim, sem grandes interferências.
Claro que adoro a novidade, a mudança, a excitação, a adrenalina, mas também adoro a calma e tranquilidade, o equilíbrio.
Agora não me apetecem grandes loucuras, só quero sentir-me bem neste estado de nirvana, que só a tranquilidade em casa me proporciona.
E como sei que nada é para sempre, aproveito esta serenidade e bem estar.

Um mergulho pode salvar a gente ou pode matar de vez.



Estive enfurnado em sentimentos densos, confesso. Ainda estou tentando me acostumar com a maneira como vou modificando meu olhar sobre o mundo e sob o mundo. Há muito o que se fazer quando tu te decides "conhecer a ti mesmo". A grande maioria das pessoas passará por esse planeta sem ter qualquer interesse em vasculhar seus próprios esgotos e oásis. Passarão como papagaios repetindo frases feitas, conceitos estúpidos, sem perceber ou decifrar qualquer paradigma, entupidos de verdades jogadas como plásticos pela janela do carro ou levando adesivos colados na testa. Se estiverem felizes, ótimo, só não me venham dizer como devo proceder com relação as minhas escolhas. Que a ignorância é uma benção, não tenho do que duvidar. Mas já for a dito certa vez "Para o conhecimento há limites, só não há limites para a ignorância" e ai não estamos, pelo menos eu, nos referindo ao "Não saber" e sim ao "achar que sabe demais" a ponto de poder julgar como se detivesse a razão suprema. 





@TicoStaCruz

domingo, 3 de outubro de 2010











Mas de tudo isso me ficaram coisas tão boas… Uma lembrança boa de você, uma vontade de cuidar melhor de mim, de ser melhor para mim e para os outros. De não morrer, de não sufocar, de continuar sentindo encantamento por alguma outra pessoa que o futuro trará, porque sempre traz, e então não repetir nenhum comportamento. Ser novo...

[Caio F. Abreu]

domingo, 19 de setembro de 2010

Verdades em mim




"Eu nunca fui uma moça bem-comportada. Pudera, nunca tive vocação pra alegria tímida, pra paixão sem orgasmos múltiplos ou pro amor mal resolvido sem soluços. Eu quero da vida o que ela tem de cru e de belo. (...)
Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que quase me deixa exausta. Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo. Eu sei chorar toda encolhida abraçando as pernas. Por isso, não me venha com meios-termos, com mais ou menos ou qualquer coisa. Venha a mim com corpo, alma, vísceras, tripas e falta de ar.... Eu acredito é em suspiros, mãos massageando o peito ofegante de saudades intermináveis, em alegrias explosivas, em olhares faiscantes, em sorrisos com os olhos, em abraços que trazem pra vida da gente. Acredito em coisas sinceramente compartilhadas. Em gente que fala tocando no outro, de alguma forma, no toque mesmo, na voz, ou no conteúdo. Eu acredito em profundidades. E tenho medo de altura, mas não evito meus abismos. São eles que me dão a dimensão do que sou." (M. de Queiroz)


Feliz!






Não se trata do tamanho do desafio, se trata do seu tamanho. Ou você é uma pessoa que se deixa deter ou é uma pessoa que não se deixa deter. A escolha é sua. Pensamentos conduzem a sentimentos, sentimentos conduzem a ações e ações conduzem a resultados. "Aquilo que se focaliza se expande." 
Focalize o amor, a paz, a abundância. Nossa hora de ser feliz é agora!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Poeta Marginal



Não sou poeta alfaiate,
Feito aqueles que escrevem por encomenda,
Onde cada palavra encaixa no leitor feito uma luva...

Não! Definitivamente, não!

Escrevo pra mim, e sobre mim!
Minha palavra não vem em rimas,
Detesto a escrita em concordância,
Bonitinha e perfeitinha.

A palavra deve ser solta, sem concordâncias,
Pois o que vale não é sintaxe perfeita,
Mas aquilo que ela expressa...

Sou poeta marginal,
Não tenho fronteiras ou bandeiras;
Meu ideal é bem maior que qualquer limitação.

Leia meu desespero e sinta na carne minha aflição;
Interprete minha ira e odeie meu inimigo;
Passe os olhos pela minha lascivia e devore a mulher que tanto desejo;
Veja meu amor e sinta-se feliz...
Viva meus sentimentos em toda a sua plenitude,
E acenda o que há de mais intimo em ti, em mim, em nós...

Deixe-me achar o que quiser sobre Deus ou o Diabo;
(o céu e o inferno está em nós!)
Deixe que as minhas palavras proliferem no ar feito poluição,
E recaiam sobre você feito orvalho de início de manhã...
(liberta-te dos dogmas e preconceitos pelo poder das palavras).
Absorva-me sem recheio e sem receios,
Por que assim nos encaixaremos,
Falaremos a mesma língua,
E nos transformaremos em um só.
 
 
Por Daniel Moraes em Sub-Mundos

domingo, 18 de julho de 2010

By Marilyn



"I'm selfish, impatient and a little insecure. I make mistakes, I am out of control and at times hard to handle. But if you can't handle me at my worst, then you sure as hell don't deserve me at my best."

Marilyn Monroe

Viver...



Viver tem que ser perturbador.
O que não te faz mover um músculo, o que não te faz estremecer, suar, desatinar,
Não merece fazer parte da tua biografia.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Let yourself in



I'm feeling like my life has just begun
And I'm feeling fine
I feel so alive, singin'
I'm feeling like my life has just begun
And I'm feeling fine
So fine, fine, fine

domingo, 6 de junho de 2010

Recriar






Atravessou a porta do juízo e ganhou a rua.
Fora, a chuva lavou qualquer chance de grito
Guardou para si toda a dor; o vazio. Somente o vazio.
O vazio traçando rumos infindáveis dentro.

Porque era assim. Ao rio os pulsos, as horas.
Dissolvidos na água que fugia escura.
Porque nunca mais é ser tão triste.
Porque fechar a porta amputa tanta ternura.

Pensou em voltar e não. Tantas vezes. Até.
Mas a vida vai bordando escamas nesse “não”
E de repente a gente volta a flutuar...
Porque nada e tudo se aproximam tanto.


**Publicado no Secar ao Vento
(http://www.secaraovento.blogger.com.br/index.html), Edição lençóis.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Dá-me



Dá-me a mão. Puxa-me para ti.
Encosta o teu peito ao meu e aperta-me com força e com a doçura que só tu tens.
Deixa-me respirar neste carinho que paira, enquanto me beijas.
E sussura-me ao ouvido aquilo que o coração descompassado te conta.








Não se perdeu nenhuma coisa em mim.
Continuam as noites e os poentes
Que escorreram na casa e no jardim,
Continuam as vozes diferentes
Que intactas no meu ser estão suspensas.
Trago o terror e trago a claridade,
E através de todas as presenças
Caminho para a única unidade.

Sophia de Mello Breyner Andresen

terça-feira, 4 de maio de 2010

Morre lentamente



"Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o escuro ao invés do claro e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.
Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe

Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples fato de respirar. Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio esplêndido de felicidade."


(Martha Medeiros)

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Nos seus braços






Senti-me assim, como uma criança entre os teus braços. Sei que tentei fugir... Tolice minha!
Não se foge ao coração. E, felizmente, mostraste-me a tempo que não havia nada a temer e mesmo que haja, pões a tua mão na minha e as cores do mundo voltam.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Prece




Os dias estão se estreitando...
Estou cada vez mais anciosa, sem saber como me conter.
Estou entregando toda a minha força e a minha fé.
Acredito!
A reciprocidade me mantém mais que feliz.
Sendo assim, aguardo o concretizar, e este está muito próximo por sinal.
Que Deus abençoe começo, meio e fim.

sábado, 17 de abril de 2010

O Amor - Gibran Kalil Gibran


E alguém disse:
Fala-nos do Amor:-


Quando o amor vos fizer sinal, segui-o;ainda que os seus caminhos sejam duros e difíceis.
E quando as suas asas vos envolverem, entregai-vos; ainda que a espada escondida na sua plumagem vos possa ferir.
E quando vos falar, acreditai nele; apesar de a sua voz poder quebrar os vossos sonhos como o vento norte ao sacudir os jardins.
Porque assim como o vosso amor vos engrandece, também deve crucificar-vos.
E assim como se eleva à vossa altura e acaricia os ramos mais frágeis que tremem ao sol, também penetrará até às raízes sacudindo o seu apego à terra.
Como braçadas de trigo vos leva. Malha-vos até ficardes nus. Passa-vos pelo crivopara vos livrar do joio.
Mói-vos até à brancura.
Amassa-vos até ficardes maleáveis.
Então entrega-vos ao seu fogo,para poderdes sero pão sagrado no festim de Deus.
Tudo isto vos fará o amor, para poderdes conhecer os segredos do vosso coração,e por este conhecimento vos tornardeso coração da Vida.
Mas, se no vosso medo,buscais apenas a paz do amor,o prazer do amor, então mais vale cobrir a nudez e sair do campo do amor,a caminho do mundo sem estações, onde podereis rir, mas nunca todos os vossos risos, e chorar, mas nunca todas as vossas lágrimas.
O amor só dá de si mesmo, e só recebe de si mesmo.
O amor não possui nem quer ser possuído.
Porque o amor basta ao amor.
E não penseis que podeis guiar o curso do amor;porque o amor, se vos escolher,marcará ele o vosso curso.
O amor não tem outro desejo se não consumar-se. Mas se amarem e tiverem desejos,deverão se estes: Fundir-se e ser um regato correntea cantar a sua melodia à noite.
Conhecer a dor da excessiva ternura. Ser ferido pela própria inteligência do amor, e sangrar de bom grado e alegremente.
Acordar de manhã com o coração cheio e agradecer outro dia de amor.
Descansar ao meio dia e meditar no êxtase do amor.
Voltar a casa ao crepúsculo e adormecer tendo no coração uma prece pelo bem amado,e na boca, um canto de louvor.

Khalil Gibran

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Acabei de receber... lindo!!



Eu Amo Você


Danni Carlos

Faça suas curvas
Dê as suas voltas
Mas não fuja de mim
Mande suas esmolas e letras
Mensagens que congelam meu jardim

Seu medo é a faca que me mata
E essa lua cheia judia de mim
E o vento que procura nossos beijos
No baixo enquanto as pessoas
Fazem contas que não batem

Essa sensação estúpida
Essa sensação estúpida
De sentir e não dizer...

Eu amo você

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Por mim...



...



"...Em cada ausência tua, eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que esta ausência tua me causou..."

Tom Jobim

Sonhos



"Há quem diga que todas as noites são de sonhos. Mas há também quem garanta que nem todas, só as de verão. No fundo, isto não tem muita importância. O que interessa mesmo não é a noite em si, são os sonhos. Sonhos que o homem sonha sempre, em todos os lugares, em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado." 

William Shakespeare

terça-feira, 13 de abril de 2010

Ainda é pouco!!!




Vamos ceder orgãos e sangue porque hoje em dia, sentimentos já não são o bastante!!!

Um dia frio...



...e o pensamento lá em você!!!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Felicidade



"Bobo e burro é quem não vive e aproveita as melhores coisas da vida... os melhores sentimentos. Enfim..."

Eu corro atrás da minha FELICIDADE sim!!!
E você?

terça-feira, 6 de abril de 2010

EXAGERADA...


"Até nas coisas mais banais, Pra mim é tudo, ou nunca mais... "



Mudanças tempestivas acontecendo em minha vida
Me tomam com uma voracidade louca
E fazem eu me perder nessa imensidão
De perguntas e respostas.

Vejo desfocar a realidade...
Me perco no tempo.

Preciso urgentemente me encontrar, ainda que seja em ti.

domingo, 4 de abril de 2010

Até quando???





"Eu fiquei sentindo saudades do que não foi
Lembrando até do que eu não vivi
pensando nós dois."

Lenine

sexta-feira, 2 de abril de 2010


Deus costuma usar a solidão
Para nos ensinar sobre a convivência.
Às vezes, usa a raiva para que possamos
Compreender o infinito valor da paz.
Outras vezes usa o tédio, quando quer
nos mostrar a importância da aventura e do abandono.
Deus costuma usar o silêncio para nos ensinar
sobre a responsabilidade do que dizemos.
Às vezes usa o cansaço, para que possamos
Compreender o valor do despertar.
Outras vezes usa a doença, quando quer
Nos mostrar a importância da saúde.
Deus costuma usar o fogo,
para nos ensinar a andar sobre a água.
Às vezes, usa a terra, para que possamos
Compreender o valor do ar.
Outras vezes usa a morte, quando quer
Nos mostrar a importância da vida.



Fernando Pessoa

terça-feira, 30 de março de 2010

De Anita á Maysa


Ne Me Quitte Pas

Ne me quitte pas
Il faut oublier
Tout peut s'oublier
Qui s'enfuit déjà
Oublier le temps
Des malentendus
Et le temps perdu
A savoir comment
Oublier ces heures
Qui tuaient parfois
A coups de pourquoi
Le coeur du bonheure

Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas

Moi je t'offrirai
Des perles et des pluie
Venues de pays
Où il ne pleut pas
Je creuserai la terre
Jusqu'après ma mort
Pour couvrir ton corps
D'or et de lumière
Je ferai un domaine
Où l'amour sera roi
Où l'amour sera loi
Où tu seras reine

Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas

Ne me quitte pas
Je t'inventerai
Des mots insensés
Que tu comprendras
Je te parlerai
De ces amants-là
Qui ont vu deux fois
Leurs coeurs s'embraser
Je te racontrai
L'histoire de ce roi
Mort de n'avoir pas
Pu te rencontrer

Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas

On a vu souvent
Rejaillir le feu
De l'ancien volcan
Qu'on croyait trop vieux
Il est paraît-il
Des terres brûlées
Donnant plus de blé
Qu'un meilleur avril
Et quand vient le soir
Pour qu'un ciel flamboie
Le rouge et le noir
Ne s'épousent-ils pas

Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas

Ne me quitte pas
Je ne vais plus pleurer
Je ne vais plus parler
Je me cacherai là
A te regarder
Danser et sourire
Et à t'écouter
Chanter et puis rire
Laisse-moi devenir
L'ombre de ton ombre
L'ombre de ta main
L'ombre de ton chien
Ne me quitte pas

Ne me quitte pas Ne me quitte pas Ne me quitte pas

segunda-feira, 29 de março de 2010

sexta-feira, 26 de março de 2010

segunda-feira, 15 de março de 2010

domingo, 14 de março de 2010

Dedicado as pequenas coisas da vida





Ultimamente,tenho aproveitado a vida de uma maneira mais saborosa....
Comecei a mudar meu ponto de vista em relação a tudo e a todos.
Impressionante em minha história de vida, é a forma com que tudo que era,e se desfez em um passe de mágica com o falecimento de minha mãe, no ano de 2006.
Pensamos que tudo é pra sempre, ou queremos que seja, inebriados com os acontecimentos bons, com o esteio de uma família que se desfez em um dia de chuva qualquer... Amargo de aceitar. Dói uma dor tão doída, que a mesma dilacera sem nada que remedie.
Vivo em favor da aprendizagem de me reestruturar tanto físico como psicologicamente, e logo digo que não é fácil.
Ontem assisti o filme “Lembranças” e pude me ver por alguns instantes em determinados acontecimentos sobre os quais a gente costuma se identificar num rascunho feito por alguém sobre uma passagem de vida qualquer...
Bem no inicio ele cita uma frase de Ghandi que diz:” _tudo na vida será insignificante, mas é muito importante que você o faça.”
Grande maioria das pessoas se empenham tanto no que fazem em suas rotinas, ou, pelo menos tentam, e passam a enxergar que realmente estão no caminho certo, e eu me enquadro nesse camuflado aspecto desenhado e colocado á realidade por nossas mentes acreditando ser a maneira correta de se viver.
Ainda tenho esperanças de tudo ser melhor um dia... de ser realmente como a gente idealiza em sonho.
Mesmo que ainda sim sejam insignificantes meus atos e minha existência como perante a uma vasta ideologia, faço e farei a minha parte, custe o que custar... e quando a gente menos espera, determinados atos se tornam abrigo para aqueles que já estão desacreditados.
Mas mesmo, com tantas pedras no decorrer de seu cotidiano... Arrisque-se mais em favor de sua Felicidade. Sempre dando mais valor as pequenas coisas da vida.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Hoje...



Apesar das dificuldades e cansaço,estou gradativamente alcançando o que nescessito,tendo em vista que é árdua a jornada.
Estou caminhando vagarosamente. Estou feliz.
O que importa realmente para mim não só vencer,
é participar obtendo êxitos durante o caminho.
Me gratifico e me exalto a cada vitória alcançada.
Felicidade é poder viver e mostrar do que se é capaz.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Pense

Reflexão




Durante nossa vida, aprendemos a valorizar coisas que nao sao fundamentais.
Materialismo, poder, status, e coisas desse tipo sao o que importam na nossa sociedade.
Por isso, queremos convoca-lo pra uma revolucao:
Vamos renovar a especie humana!
Vamos investir na alma, resgatar nao soh a natureza, mas o natural.
Vamos vender mais paz!
Nao filtrar as emocoes, esqualecer a inveja, contabilizar as boas relacoes!
Reciclar as relacoes ruins, reatar as velhas amizades!
Equipe o prazer, trabalhe a perseveranca, venca o cansaco!
Faca a diferenca sem precisar de propaganda.
Resolva tudo sem alarde.
Use o marketing da sinceridade, e cobre profissionalismo de todos. Inclusive daqueles que vc elegeu!
Vamos maximizar a energia.
Preservar os recursos. Tratar a agua, pois ela eh nossa fonte de vida!
E como o ar, que tbem eh meio de vida, vamos ser... Transparentes!
Renove o estoque de sorrisos.
Canalize os bons pensamentos.
Use o marketing do amor... Abrace mais.
Beije seus amores, relembre o quanto os ama.
E com a mesma forca, diga nao: Ao racismo, a intolerancia, a discriminacao.
Seja saudavel, inclusive nas atitudes!
De bons exemplos.
Diga a verdade, principalmente as criancas, pra que elas crescam sabendo acreditar.
Crie seus filhos como cidadaos do mundo!
Cultive DEUS!!!!
E viva... Na razao da emocao, lutando por uma felicidade plena, por um futuro melhor!
E agradeca sempre, por estar nesse mundo!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Sumisso





"Sumi porque não há o que se possa resgatar, meu sumiço é
covarde mas atento, meio fajuto meio autêntico, sumi porque
sumir é um jogo de paciência, ausentar-se é risco e sapiência,
pareço desinteressado, mas sumi para estar para sempre do seu
lado, a saudade fará mais por nós dois que nosso amor e sua
desajeitada e irrefletida permanência."

Martha Medeiros

...



Não existe a obrigação em dar explicações...

Antes doida, que doída!!