sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Estar bem...




Acostumada aos aspectos serenos, voltava-se pelo contrário aos acidentados. Não gostava do mar senão pelas suas tempestades e da relva unicamente quando era alternada com ruínas. Sentia necessidade de poder tirar das coisas uma espécie de proveito próprio, e repelir como inútil tudo o que não contribuísse para a alegria imediata do coração,porque tinha um tempreamento mais sentimental que artístico, procurando emoções e não paisagens." (Mme Bovary, Cap. 6)

domingo, 9 de janeiro de 2011

Pedaços de mim.



Baby
Tanto a aprender
Meu colo alimenta a você e a mim
Deixa eu mimar você, adorar você
Agora, só agora
Por que um dia eu sei
Vou ter que deixá-lo ir!
Sabe, serei seu lar se quiser
Sem pressa, do jeito que tem que ser
Que mais posso fazer?
Só te olhar dormir
Agora, só agora
Correndo pelo campo
Antes de deixá-lo ir!
Muda a estação
Necessario e são
Você a florecer
Calmamente, lindamente...
Mesmo quando eu não mais estiver
Lembre que me ouviu dizer
O quanto me importei e o que eu senti
Agora, só agora
Talvez você perceba
Que eu nunca vou deixá-lo ir!
Que eu nunca vou deixá-lo ir!
Eu não vou deixá-lo ir!

sábado, 1 de janeiro de 2011

Re Pense!





"Se eu pudesse novamente viver a minha vida,
na próxima trataria de cometer mais erros.
Não tentaria ser tão perfeito,
relaxaria mais, seria mais tolo do que tenho sido.

Na verdade, bem poucas coisas levaria a sério.
Seria menos higiênico. Correria mais riscos,
viajaria mais, contemplaria mais entardeceres,
subiria mais montanhas, nadaria mais rios.
Iria a mais lugares onde nunca fui,
tomaria mais sorvetes e menos lentilha,
teria mais problemas reais e menos problemas imaginários.

Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata
e profundamente cada minuto de sua vida;
claro que tive momentos de alegria.
Mas se eu pudesse voltar a viver trataria somente
de ter bons momentos.

Porque se não sabem, disso é feita a vida, só de momentos;
não percam o agora.
Eu era um daqueles que nunca ia
a parte alguma sem um termômetro,
uma bolsa de água quente, um guarda-chuva e um pára-quedas e,
se voltasse a viver, viajaria mais leve.
Se eu pudesse voltar a viver,
começaria a andar descalço no começo da primavera
e continuaria assim até o fim do outono.
Daria mais voltas na minha rua,
contemplaria mais amanheceres e brincaria com mais crianças,
se tivesse outra vez uma vida pela frente.
Mas, já viram, tenho 85 anos e estou morrendo..."

-Jorge Luís Borges

Aleatórios, hoje e sempre para mim e pra você!



Eu realmente admiro as pessoas que, apesar da escravidão imposta pelo relógio e pelo dinheiro, mantém o espírito livre.
Um dia eu serei assim também... aprenderei a falar tudo que quero sem dizer uma palavra.
Tatuarei no corpo coisas que acho bonitas.
Contarei histórias vividas e inventadas.

Cantarei músicas já esquecidas.

Guardarei com carinho lágrimas de despedidas até poder transformá-las em sorrisos de reencontros.

Nadarei em mares, cachoeiras, riachos e piscinas.

Cultivareis flores.

Comerei coisas doces, salgadas, amargas e até insossas.

Dormirei sozinha, dormirei agarrada, não dormirei.

Realizarei pequenos sonhos e batalharei para realizar grandes.
Gargalharei muito e chorarei pouco...
Sentirei saudades e por fim, deixarei saudades.

Porque eu partirei... e levarei comigo todas as histórias que contei, os momentos que vivi e a imensa satisfação de ter sabido viver ao invés de somente existir."



Gabriella Avila