quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Poeta Marginal



Não sou poeta alfaiate,
Feito aqueles que escrevem por encomenda,
Onde cada palavra encaixa no leitor feito uma luva...

Não! Definitivamente, não!

Escrevo pra mim, e sobre mim!
Minha palavra não vem em rimas,
Detesto a escrita em concordância,
Bonitinha e perfeitinha.

A palavra deve ser solta, sem concordâncias,
Pois o que vale não é sintaxe perfeita,
Mas aquilo que ela expressa...

Sou poeta marginal,
Não tenho fronteiras ou bandeiras;
Meu ideal é bem maior que qualquer limitação.

Leia meu desespero e sinta na carne minha aflição;
Interprete minha ira e odeie meu inimigo;
Passe os olhos pela minha lascivia e devore a mulher que tanto desejo;
Veja meu amor e sinta-se feliz...
Viva meus sentimentos em toda a sua plenitude,
E acenda o que há de mais intimo em ti, em mim, em nós...

Deixe-me achar o que quiser sobre Deus ou o Diabo;
(o céu e o inferno está em nós!)
Deixe que as minhas palavras proliferem no ar feito poluição,
E recaiam sobre você feito orvalho de início de manhã...
(liberta-te dos dogmas e preconceitos pelo poder das palavras).
Absorva-me sem recheio e sem receios,
Por que assim nos encaixaremos,
Falaremos a mesma língua,
E nos transformaremos em um só.
 
 
Por Daniel Moraes em Sub-Mundos

domingo, 18 de julho de 2010

By Marilyn



"I'm selfish, impatient and a little insecure. I make mistakes, I am out of control and at times hard to handle. But if you can't handle me at my worst, then you sure as hell don't deserve me at my best."

Marilyn Monroe

Viver...



Viver tem que ser perturbador.
O que não te faz mover um músculo, o que não te faz estremecer, suar, desatinar,
Não merece fazer parte da tua biografia.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Let yourself in



I'm feeling like my life has just begun
And I'm feeling fine
I feel so alive, singin'
I'm feeling like my life has just begun
And I'm feeling fine
So fine, fine, fine

domingo, 6 de junho de 2010

Recriar






Atravessou a porta do juízo e ganhou a rua.
Fora, a chuva lavou qualquer chance de grito
Guardou para si toda a dor; o vazio. Somente o vazio.
O vazio traçando rumos infindáveis dentro.

Porque era assim. Ao rio os pulsos, as horas.
Dissolvidos na água que fugia escura.
Porque nunca mais é ser tão triste.
Porque fechar a porta amputa tanta ternura.

Pensou em voltar e não. Tantas vezes. Até.
Mas a vida vai bordando escamas nesse “não”
E de repente a gente volta a flutuar...
Porque nada e tudo se aproximam tanto.


**Publicado no Secar ao Vento
(http://www.secaraovento.blogger.com.br/index.html), Edição lençóis.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Dá-me



Dá-me a mão. Puxa-me para ti.
Encosta o teu peito ao meu e aperta-me com força e com a doçura que só tu tens.
Deixa-me respirar neste carinho que paira, enquanto me beijas.
E sussura-me ao ouvido aquilo que o coração descompassado te conta.








Não se perdeu nenhuma coisa em mim.
Continuam as noites e os poentes
Que escorreram na casa e no jardim,
Continuam as vozes diferentes
Que intactas no meu ser estão suspensas.
Trago o terror e trago a claridade,
E através de todas as presenças
Caminho para a única unidade.

Sophia de Mello Breyner Andresen

terça-feira, 4 de maio de 2010

Morre lentamente



"Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o escuro ao invés do claro e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.
Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe

Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples fato de respirar. Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio esplêndido de felicidade."


(Martha Medeiros)

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Nos seus braços






Senti-me assim, como uma criança entre os teus braços. Sei que tentei fugir... Tolice minha!
Não se foge ao coração. E, felizmente, mostraste-me a tempo que não havia nada a temer e mesmo que haja, pões a tua mão na minha e as cores do mundo voltam.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Prece




Os dias estão se estreitando...
Estou cada vez mais anciosa, sem saber como me conter.
Estou entregando toda a minha força e a minha fé.
Acredito!
A reciprocidade me mantém mais que feliz.
Sendo assim, aguardo o concretizar, e este está muito próximo por sinal.
Que Deus abençoe começo, meio e fim.