domingo, 19 de setembro de 2010

Verdades em mim




"Eu nunca fui uma moça bem-comportada. Pudera, nunca tive vocação pra alegria tímida, pra paixão sem orgasmos múltiplos ou pro amor mal resolvido sem soluços. Eu quero da vida o que ela tem de cru e de belo. (...)
Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que quase me deixa exausta. Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo. Eu sei chorar toda encolhida abraçando as pernas. Por isso, não me venha com meios-termos, com mais ou menos ou qualquer coisa. Venha a mim com corpo, alma, vísceras, tripas e falta de ar.... Eu acredito é em suspiros, mãos massageando o peito ofegante de saudades intermináveis, em alegrias explosivas, em olhares faiscantes, em sorrisos com os olhos, em abraços que trazem pra vida da gente. Acredito em coisas sinceramente compartilhadas. Em gente que fala tocando no outro, de alguma forma, no toque mesmo, na voz, ou no conteúdo. Eu acredito em profundidades. E tenho medo de altura, mas não evito meus abismos. São eles que me dão a dimensão do que sou." (M. de Queiroz)


Feliz!






Não se trata do tamanho do desafio, se trata do seu tamanho. Ou você é uma pessoa que se deixa deter ou é uma pessoa que não se deixa deter. A escolha é sua. Pensamentos conduzem a sentimentos, sentimentos conduzem a ações e ações conduzem a resultados. "Aquilo que se focaliza se expande." 
Focalize o amor, a paz, a abundância. Nossa hora de ser feliz é agora!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Poeta Marginal



Não sou poeta alfaiate,
Feito aqueles que escrevem por encomenda,
Onde cada palavra encaixa no leitor feito uma luva...

Não! Definitivamente, não!

Escrevo pra mim, e sobre mim!
Minha palavra não vem em rimas,
Detesto a escrita em concordância,
Bonitinha e perfeitinha.

A palavra deve ser solta, sem concordâncias,
Pois o que vale não é sintaxe perfeita,
Mas aquilo que ela expressa...

Sou poeta marginal,
Não tenho fronteiras ou bandeiras;
Meu ideal é bem maior que qualquer limitação.

Leia meu desespero e sinta na carne minha aflição;
Interprete minha ira e odeie meu inimigo;
Passe os olhos pela minha lascivia e devore a mulher que tanto desejo;
Veja meu amor e sinta-se feliz...
Viva meus sentimentos em toda a sua plenitude,
E acenda o que há de mais intimo em ti, em mim, em nós...

Deixe-me achar o que quiser sobre Deus ou o Diabo;
(o céu e o inferno está em nós!)
Deixe que as minhas palavras proliferem no ar feito poluição,
E recaiam sobre você feito orvalho de início de manhã...
(liberta-te dos dogmas e preconceitos pelo poder das palavras).
Absorva-me sem recheio e sem receios,
Por que assim nos encaixaremos,
Falaremos a mesma língua,
E nos transformaremos em um só.
 
 
Por Daniel Moraes em Sub-Mundos

domingo, 18 de julho de 2010

By Marilyn



"I'm selfish, impatient and a little insecure. I make mistakes, I am out of control and at times hard to handle. But if you can't handle me at my worst, then you sure as hell don't deserve me at my best."

Marilyn Monroe

Viver...



Viver tem que ser perturbador.
O que não te faz mover um músculo, o que não te faz estremecer, suar, desatinar,
Não merece fazer parte da tua biografia.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Let yourself in



I'm feeling like my life has just begun
And I'm feeling fine
I feel so alive, singin'
I'm feeling like my life has just begun
And I'm feeling fine
So fine, fine, fine

domingo, 6 de junho de 2010

Recriar






Atravessou a porta do juízo e ganhou a rua.
Fora, a chuva lavou qualquer chance de grito
Guardou para si toda a dor; o vazio. Somente o vazio.
O vazio traçando rumos infindáveis dentro.

Porque era assim. Ao rio os pulsos, as horas.
Dissolvidos na água que fugia escura.
Porque nunca mais é ser tão triste.
Porque fechar a porta amputa tanta ternura.

Pensou em voltar e não. Tantas vezes. Até.
Mas a vida vai bordando escamas nesse “não”
E de repente a gente volta a flutuar...
Porque nada e tudo se aproximam tanto.


**Publicado no Secar ao Vento
(http://www.secaraovento.blogger.com.br/index.html), Edição lençóis.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Dá-me



Dá-me a mão. Puxa-me para ti.
Encosta o teu peito ao meu e aperta-me com força e com a doçura que só tu tens.
Deixa-me respirar neste carinho que paira, enquanto me beijas.
E sussura-me ao ouvido aquilo que o coração descompassado te conta.








Não se perdeu nenhuma coisa em mim.
Continuam as noites e os poentes
Que escorreram na casa e no jardim,
Continuam as vozes diferentes
Que intactas no meu ser estão suspensas.
Trago o terror e trago a claridade,
E através de todas as presenças
Caminho para a única unidade.

Sophia de Mello Breyner Andresen